Bom, chegou a hora da polêmica. Na verdade, não sou eu quem vai gerá-la. Essa polêmica já tem nome e vem em forma de longa-metragem: "A Concepção". O filme, dirigido por José Eduardo Belmonte, é um soco no estômago desse marasmo hipócrita que é a sociedade hoje em dia, principalmente entre os jovens (que deveriam ser os maiores questinadores). Obivamente, a ditadura era uma bosta, mas acabou gerando movimentos extremamente interessantes. Havia protestos, revoltas, movimentações em pró da liberdade artísitica, liberdade de expressão nas faculdades, jornais e revistas. Todas pessoas que admiramos hoje em dia, desde as artes, passando pela política (quer dizer....sei lá se hoje em dia eu admiro alguém na políica) e em qualquer outro meio, eram opositores à ditadura. Hoje em dia, a maior movimentação ocorre ou na Parada Gay ou em eventos evangélicos ou em inúteis passeatas pela paz. Aliás, o quão vaga é uma passeata pela paz, com um monte de idiota com pombas e balões brancos que não propõe simplesmente nada???? Além disso, por mais contraditório que possa parecer, naqueles conturbados tempos, havia uma liberdade maior. Hoje (na teoria) há uma total liberdade de expressão, mas, ao mesmo tempo, as pessoas se sentem presas a tudo que está ao redor. Eu não acho que seria possível, por exemplo, um festival de música nas proporções (em todos os sentidos) do Woodstock. Festivais de música como os da Record, que divulgaram Caetano, Gil, Egberto Gismonte, entre muitos outros são quase inexistentes hoje. A tentativa da globo de fazer um festival nessas proporções há alguns anos atrás foi patética. Além disso, a revista Bundas, que era uma espécie de Pasquim dos anos 90, foi um fracassso total. Por isso que eu vejo virtudes na ditadura. Foi algo que fez as pessoas lutarem pelos seus direitos. Hoje em dia, ninguém luta por porra nenhuma. Fica todo mundo acomodado. Aliás, aqui se enquadraria perfeitamente um famoso trecho de uma famosa música (que virou até clichê, admito) do Geraldo Vandré: "Vem vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer". Noooooossa...mas o Charlie Brown regravou essa música, né! Agora sim!!!
E é mais ou menos nesse pensamento que eu tento esboçar um argumento sobre o filme de Belmonte. O filme se chama A Concepção pois tudo gira em torno de um movimento: O Concepcionismo. Algumas pessoas que vêem o filme podem achar que é um movimento que trata de sexo, drogas e rock ´n´ roll. Óbvio que tem tudo isso (e muito), mas é algo muito maior. O Concepcionismo trata da virtude da perda da individualidade. Cada dia, os integrantes do movimento se tornavam pessoas diferentes. Ficou na minha memória uma frase que X (já falo sobre ele) fala: "Todo dia você tem que se olhar no espelho. Um bem pequeno. Daí você chega no final do dia e quebra esse espelho. Só assim você vai conseguir ser você mesmo a cada dia". Tá....a frase ficou mais ou menos na minha memória....sabe como é, né....mas a idéia era essa!! E é do caralho isso! Só quero deixar claro que é por isso que me emputece demais ver comentários sobre o filme falando que era só putaria. Óbvio que é um filme forte, intenso, que incomoda pra cacete. Mas essa é a intenção, não é?! Não recrimino quem não aguenta, ou mesmo quem acha ruim. Só não gosto de quem fala merda por puro preconceito ou conservadorismo.
Vamos falar do X, então. O personagem (representado por Matheus Nachtergaele) é assim denominado, pois ninguém do grupo sabe seu nome real. Os outros integrantes dos Concepcionistas são filhos de diplomatas, bem nascidos, mas que se incomodam com a podridão que os ronda, principalmente na cidade onde moram, Brasília (que é uma das protagonistas no filme). X, que é ora travesti, ora intelectual, ora advogado, entre outros papéis, disperta neles esse sentimento de....sei lá, manifestação, revolta mesmo! Porra, de dar um basta em tudo isso!! Mais uma pausa: Eu não acho que ficar se entupindo de drogas até o cu ou entupir o cu com outras coisas que não sejam drogas e sair fazendo merda por aí seja meu ideal de movimento. Mas, na visão deles, faz parte. E já é alguma coisa! Seria muito fácil fazer com que esse filme se passasse em 1974...mas é agora!!! agora! Muitas críticas que li, também acusam o filme de não explorar a fundo os personagens. Mas eu achei isso melhor ainda. Acho que a questão não é identificar os personagens, investigar os "por quês" e sim, se aprofundar nos por quês do movimento como um todo. E ainda mais, o porquê do mundo ser essa bosta toda!
O diretor ainda usa diversos suportes cinematográficos para nos aproximar mais da situação do filme. Ou seja, para não vermos A Concepção como um filme, mas sim como algo que está ali, acontecendo. Me lebrou bastante filmes como Cama de gato e Contra Todos. Mistura câmeras de super 8 com vídeo além de trazer uma linguagem bem mais próxima do dia-a-dia. Eu sempre acho muito ridícula aquela linguagem dramaturga ou de telenovelas, que muitas vezes é aplicada no cinema. Quer dizer, não é ridícula....mas acaba tirando um pouco do contexto. Pra completar, a trilha sonora é fodidíssima!!!!! Rockão do bão!! Vale destacar ainda, as muitas referências cinematográficas que o diretor usa, que começam no nome de um dos personagens principais do filme: Alex, mesmo nome do "herói" de Laranja Mecânica. Só mais uma coisinha...os atores não são extraordinários mas, acabam formando um ótimo conjunto. Aliás, eu nunca tinha ouvido falar dessa atriz, mas alguém já ouviu o nome Rosanne Holland???? Noooooossa!!!
Bom...acho que é isso! Por favor, se alguém viu o filme, comente alguma coisa. Acho que é não é algo que gere um consenso, mas que com certeza precisa ser extremamente discutido.
Fotinho da Rosanne de brinde...

Só mais uma coisinha....sabe aquele site Pandora?? Bom, pra quem não sabe, ele funciona assim: Você digita uma música ou banda que gosta e, então, o site cria uma rádio com músicas que tenham o mesmo "genoma" do que você gosta. Agora, alguém conhece os animais que fizeram isso????? Quem criou esse genoma??????? Quem???? Quem???? Quem é capaz de achar que na rádio da música The Masterplan (uma das mais bonitas músicas da melhor das bandas) há espaço para uma canção do Yes?????? Pelo amor de Deus!! Se eu fosse o Noel, iria ficar muito muito muuuuuito puto. Só de lembrar que um dos integrantes do Yes é o Walter Mercado (aquele do ligue djá!, sabe?), já excluiria qualquer chance de comparação. Duvida?

Cara! O Bono me irrita muito. Primeiro ele vem até meu país só pra encher o saco! Causou uma puta mobilização por causa daquelas paradas dos ingressos e tal, pegou a baranga da Katilce, fudeu com o show do Franz (tenho certeza que rolou uma espécie de boicote no som), ficou falando um monte de bosta no show e pior de tudo: Todo mundo acha lindo! Que ele é um puta cara! Nooooossa, ele deu 20% do cachê do show pra alguma instituição. Coitado...ele deve ter ficado com apenas 5 milhões só pra ele. Ele pode até ser cheio de boas intenções, mas não passa de um idiota. Fica puxando o saco dos políticos e ainda consegue ser eleito a personalidade de 2005 por alguma revista americana que, agora, não lembro qual era. To escrevendo tudo isso porque hoje ele assinou uma edição especial para o jornal The Independent. Sabe qual o problema na minha opinião: ele tem aquele discursinho bonzinho mas completamente óbvio, demagogo, piegas. Em qualquer lugar que vai, ele quer defender as causas, reinvindicar qualquer coisa. Vamos lá: Segundo a UOL, a capa da edição vinha com uma ilustração assinada pelo sempre controverso Damein Hirst, com a manchete "Sem notícias por hoje", daí, embaixo, vinha uma espécie de subtítulo: "Apenas 6.500 africanos morreram hoje devido a uma doença que pode ser prevenida e tratada (HIV-Aids)". Ahhh..vai se fuder Bono. Desculpem as expressões chulas....mas, porra!!! Se ele quer fazer alguma coisa de util, melhor fazer alguma coisa de verdade e encerrar esses discursinhos que já encheram a paciência de todos (talvez até da Katilce). Além disso, o sempre atento cantor-político-semi-Deus-embaixador-gênio-profeta resolveu escrever sobre o Lula. Lá vai: "o presidente Lula estava parcialmente certo quando atribuiu a violência à desigualdade social no Brasil e à falta de investimento em educação". Nooooooooooooossa!! O cara entende, né!!! Que deprê! E o pior de tudo é que no show, por exemplo....calma...antes que alguém pergunte, eu fui no show ver o Franz Ferdinand. E se você tiver pensando que não é verdade, pergunte às pessoas que estavam ao meu redor.....mas voltando, que tava no show achava tudo aquilo lindo! A Madre Teresa do pop com uma venda nos olhos com aqueles discursos demagogos e sem a menor funcionalidade. Chega Bono, vai pra casa.....
Alguém aí já ouviu falar de Leni Riefenstahl? Bom, ela foi a principal musa do movimento nazista na década de 30. Além disso, indicada pelo próprio Hitler, foi a encarregada de ser a documentarista oficial do nazismo. Vale apenas lembrar que Hitler era, não apenas um amante da pintura e arquitetura (como mostra no Arquitetura da Destruição) , mas um grande amante da sétima arte. Aliás.....quais são as outras 6????? E quantas "artes" há????? Sei lá, né.....Mas, bom, voltando ao assunto, Leni foi a diretora do grande filme de propaganda do partido, o Triunfo da Vontade. O filme é um documentário que retrata a convenção de 1934 do partido nazista em Nuremberg. É impressionante com o filme é impactante até hoje. Apesar de sua proposta documental (apenas segundo a visão da diretora), a apologia ao nazismo é explícita até demais. Com isso, Leni, após a guerra, sofreu um grande boicote e não conseguiu mais produzir seus filmes. Leni declarou que não defendia o nazismo, era apenas politicamente igênua e não tinha dimensão das atrocidades cometidas. Ahã....Mas, sei lá. Não to escrevendo pra falar das inclinações políticas dela. A questão é que estava eu lá na Fnac (hoje precisava bastante dela) e me deparei com um livrão de fotos lindo. O livro, obviamente, é da Taschen...aquela belezura toda. Capa dura, papel de qualidade, fotos incríveis! Eu, com meu fascínio sobre a África, sempre quis comprar o Inside Africa, outro livro da Taschen. Mas esse livro custa caro demaaaaaaaaaais! Além disso, o Inside, trata mais da arquitetura africana, das cores etc. O livro que vi hoje tratava bem mais do lado humano, focando diferentes tribos. É impressionate como a África parece ser um lugar esquecido pelo resto do mundo. É praticamente inimaginável pensar que as fotos que estão lá reflitam imagens de hoje em dia. Mas o pior é que isso é a verdade. Bom, depois eu falo mais sobre a África. Vamos voltar ao ponto....o livro é Iraaaado. Tá...mas que que a porra da Leni tem a ver com o livro, né? Bom, ela que visitou lá e organizou o livro....é tipo Africa by Leni Riefenstah. Ela aprece um pouco mais do que o necessário. Mas, tá valendo! Então vai aí a dica: Puta livrão legal, caro (mas vale o investimento), com fotos incríveis!

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