Dois!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Alguma pessoa influente está lendo o blog!! hehehe...brincadeira, mas olha só:
Depois de o Ben Harper ser confirmado em São Paulo, a mostra dos filmes de John Cassavetes também passará por nossa poluída cidade!!! eba!!
Na verdade será uma parte menor da Mostra carioca. Lá serão exibidos TODOS os filmes do diretor. Aqui só 12. Em DVD. Com legendas. Em espanhol!! Mas beleza, tá valendo!
Aqui no Brasil não existe simplesmente nehum filme do diretor disponível em vídeo ou, muito menos, em DVD!!!!! Será um evento imperdível!
Ahhh...a parte paulistana da coisa só começara em fevereiro e será na Cinemateca.
Vale esperar!!
Pelo menos 1....
Sim! Ben Harper vai tocar em São Paulo!!! Será nos dias 22 e 23 de janeiro no Via Funchal!
Obviamente, o preço será uma pechincha! A pista, por exemplo, sairá por apenas R$ 150,00! É sacanagem pagar apenas R$ 75,00 por uma meia!! Tem que comprar inteira mesmo....
Mas, independentemente do preço, será uma bela oportunidade de ver um cantor que, apesar de ter lançado um último trabalho meio....hã...duvidoso, possui extrema habilidade no slide guitar e belas baladas.
Além disso, o último show dele no Brasil, no extinto Free Jazz, foi bom pra cacete. Quer dizer, falaram que foi, porque eu não fui.
Pra finalizar, o show será aberto pelo boa-praça Donavon Freinkenreiter (ou sei lá como se escreve o sobrenome dele).
Aliás, se tudo acontecer como está parecendo, o Ben Harper fará seu showzinho e, menos de uma semana depois, será vez do U2! Quer dizer, do Coldplay. Bom, sei lá...tanto faz, né??
Alguém em algum?
Ben Harper só em Salvador. Beastie Boys só em Curitiba. John Cassavetes só no Rio de Janeiro.
Saco!!
Saiu a lista dos indicados ao Spirit Awards, prêmio que é uma espécie de Oscar do Cinema Independente Americano. Os principais candidatos?? Pequena Miss Sushine e Half Nelson (droga! perdi!).
Além disso, há o prêmio John Cassavetes, que é dado ao melhor filme que tenha custado menos de U$500,000; um prêmio ao melhor filme de um diretor estreante e a categoria melhor filme estrangeiro (que não é aquela coisa mela cueca do Oscar - confira os indicados abaixo!!!).
Ahh...só pra finalizar, David Lynch e sua musa esquisitona Laura Dern ganharão um prêmio especial!
Confira os indicados abaixo:
FEATURE (Award given to the Producer)
"American Gun," Ted Kroeber, producer
"The Dead Girl," Tom Rosenberg, Henry Winterstern, Gary Lucchesi, Richard Wright, Eric Karten, Kevin Turen, producers
"Half Nelson," Jamie Patricof, Alex Orlovsky, Lynette Howell, Anna Boden, Rosanne Korenberg, producers
"Little Miss Sunshine," Marc Turtletaub, David T. Friendly, Peter Saraf, Albert Berger, Ron Yerxa, producers
"Pan's Labyrinth," Bertha Navarro, Alfonso Cuaron, Frida Torresblanco, Alvaro Augustin, Guillermo Del Toro, producers
FIRST FEATURE (Award given to the director and producer)
"Day Night Day Night," Julia Loktev, director; Julia Loktev, Melanie Judd, Jessica Levin, producers
"Man Push Cart," Ramin Bahrani, director; Ramin Bahrani, Pradip Ghosh, Bedford T. Bentley III, producers
"The Motel," Michael Kang, director; Matthew Greenfield, Miguel Arteta, Gina Kwon, Karin Chien, producers
"Sweet Land," Ali Selim, director; Alan Cumming, James Bigham, Ali Selim, producers
"Wristcutters: A Love Story," Goran Dukic, director; Adam Sherman, Chris Coen, Tatiana Kelly, Mikal P. Lazarev, producers
DIRECTOR
Robert Altman, "A Prairie Home Companion"
Jonathan Dayton & Valerie Faris, "Little Miss Sunshine"
Ryan Fleck, "Half Nelson"
Karen Moncrieff, "The Dead Girl"
Steven Soderbergh, "Bubble"
MALE LEAD
Aaron Eckhart, "Thank You For Smoking"
Ryan Gosling, "Half Nelson"
Edward Norton, "The Painted Veil"
Ahmad Razvi, "Man Push Cart"
Forest Whitaker, "American Gun"
FEMALE LEAD
Shareeka Epps, "Half Nelson"
Catherine O'Hara, "For Your Consideration"
Elizabeth Reaser, "Sweet Land"
Michelle Williams, "Land of Plenty"
Robin Wright Penn, "Sorry, Haters"
SUPPORTING MALE
Alan Arkin, "Little Miss Sunshine"
Raymond J. Barry, "Steel City"
Daniel Craig, "Infamous"
Paul Dano, "Little Miss Sunshine"
Channing Tatum, "A Guide to Recognizing Your Saints"
SUPPORTING FEMALE
Melonie Diaz, "A Guide to Recognizing Your Saints"
Marcia Gay Harden, "American Gun"
Mary Beth Hurt, "The Dead Girl"
Frances McDormand, "Friends with Money"
Amber Tamblyn, "Stephanie Daley"
SCREENPLAY
Neil Burger, "The Illusionist"
Nicole Holofcener, "Friends with Money"
Ron Nyswaner, "The Painted Veil"
Jason Reitman, "Thank You For Smoking"
Jeff Stanzler, "Sorry, Haters"
FIRST SCREENPLAY
Michael Arndt, "Little Miss Sunshine"
Anna Boden & Ryan Fleck, "Half Nelson"
Goran Dukic, "Wristcutters: A Love Story"
Dito Montiel, "A Guide to Recognizing Your Saints"
Gabrielle Zevin, "Conversations with Other Women"
CINEMATOGRAPHY
Arin Crumley, "Four Eyed Monsters"
Anthony Dod Mantle, "Brothers of the Head"
Guillermo Navarro, "Pan's Labyrinth"
Aaron Platt, "Wild Tigers I Have Known"
Michael Simmonds, "Man Push Cart"
JOHN CASSAVETES AWARD (Given to the best feature made for under $500,000; award given to the writer, director, and producer)
"Chalk," Mike Akel, director; Mike Akel, Angela Alvarez, Graham Davidson, Chris Mass, producers; Chris Mass & Mike Akel, writers
"Four Eyed Monsters," Arin Crumley & Susan Buice, writer/director/producers
"Old Joy," Kelly Reichardt, director; Lars Knudsen, Jay Van Hoy, Anish Savjani, Neil Kopp, producers; Jon Raymond & Kelly Reichardt, writers
"Quinceanera," Richard Glatzer & Wash Westmoreland, writer/directors; Anne Clements, producer
"Twelve and Holding," Michael Cuesta, director; Leslie Urdang, Michael Cuesta, Brian Bell, Jenny Schweitzer, producers; Anthony S. Cipriano, writer
DOCUMENTARY (Award given to the director)
"A Lion in the House," Steven Bognar & Julia Reichert, directors
"My Country, My Country," Laura Poitras, director
"The Road to Guantanamo," Michael Winterbottom and Mat Whitecross, directors
"The Trials of Darryl Hunt," Annie Sundberg and Ricki Stern, directors
"You're Gonna Miss Me," Keven McAlester, director
FOREIGN FILM (Award given to the director)
"12:08 East of Bucharest," (Romania); Corneliu Porumboiu, director
"The Blossoming of Maximo Oliveros," (Philippines); Auraeus Solito, director
"Chronicle of an Escape," (Argentina); Israel Adrian Caetano, director
"Days of Glory," (France/Morocco/Algeria/Belgium); Rachid Bouchareb, director
"The Lives of Others," (Germany); Florian Henckel von Donnersmarck, director
SPECIAL DISTINCTION AWARD
David Lynch, Laura Dern
Misticismo Moderno
O filme O Buda é uma jóia rara escondida entre outras (ótimas) produções argentinas dos últimos anos. Na verdade, já virou meio clichê dizer que filme argentino é sinal de filme bom. Mas, porra, é verdade. A crise financeira e política surtiu efeitos imediatos em um país que andava um pouco capenga em sua cinematografia desde "A História Oficial". O recente fenômeno brasileiro O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias vem ganhando elogios do tipo "Tão bom que parece argentino" etc. Aliás, não só parece argentino, como é claramente inspirado em Kamtchatka.
Bom, falemos de O Buda. O filme, que passou desapercebido pelos cinemas daqui, trata da história de dois irmãos que, após verem seus pais sendo capturados pela ditadura – sim, mais uma vez ela está presente – vão morar com a avó.
Num próximo recorte, os dois já são homens, sendo um deles professor de filosofia e o outro um jovem questionador que, a partir da relação de seu pai com a religião budista, resolve descobrir algo nada simples: Quem ele é? Quem somos nós?
O filme, que poderia ser contado de uma maneira extremamente brega, é perfeitamente dirigido por Diego Rafecas, que interpreta o professor, irmão mais velho.
O templo budista onde o jovem se refugia, não é completamente honesto, o que não necessariamente quer dizer que seja um lugar enganador. Aliás, o jovem fica conhecendo o local em uma balada das mais pesadas. As religiões mudaram, o tempo passou. Um Mestre budista pode gostar de Hip Hop e cobrar pela estadia dos novatos? Por que não?? Em um mundo de Igrejas Universais etc., a religião é, mais do que nunca, um negócio.
É um filme que trata não apenas de uma viagem existencial, mas de questionamento àquela religião que parece imutável. Aliás o próprio Rafecas é um Monge Zen, mas que tem tatuagens e não usa o tradicional roupão (que os budistas me desculpem, mas não sei o nome do traje). Problema?

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